
biblia
1. Quantos livros, capítulos e versículos há na Bíblia?
Os seguintes números são baseados na Nova Tradução na Linguagem de Hoje:
Antigo Testamento: 39 livros, 929 capítulos e 23146 versículos.
Novo Testamento: 27 Livros, 260 capítulos e 7957 versículos.
Comparando com outras traduções, esses números podem ser um pouco diferentes. A Almeida Revista e Atualizada, por exemplo, tem 31.104 versículos (o final de 1Samuel 20.42 se torna o versículo 43) e a Almeida Revista e Corrigida tem 31.105 versículos (além de 1Samuel 20, o final de Juízes 5.31 se torna o versículo 32). A versão King James, por sua vez, tem 31.102 versículos, pois ajunta os versículos 14 e 15 de 3João. Os textos originais em hebraico e grego, por sua vez, trazem um total de 31.171 versículos (21.213 no Antigo Testamento e 7.958 no Novo Testamento). A maior diferença está no Livro de Salmos: vários deles trazem títulos que aparecem como o versículo 1 no texto hebraico e que, nas traduções, não são numerados.
2. Qual o maior capítulo da Bíblia?
O maior capítulo da Bíblia é o Salmo 119, com 176 versículos.
3. Qual o menor capítulo da Bíblia?
O menor capítulo da Bíblia é o Salmo 117, com 2 versículos apenas.
4. Qual é o menor versículo da Bíblia?
Isso varia conforme a versão. Conforme a Almeida Revista e Corrigida, é Êx 20.13: “Não matarás”. Na Revista e Atualizada, porém, Jó 3.2 tem apenas 7 letras: “Disse Jó:”.
5. Qual é o maior versículo da Bíblia?
O maior é Ester 8.9.
6. Quando a Bíblia foi dividida em capítulos e por quem?
A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França.
7. Quando a Bíblia foi dividida em versículos e por quem?
A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (do Antigo Testamento) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.
8. Qual(is) a(s) primeira(s) Bíblia(s) completa(s) publicada(s) com a divisão de capítulos e versículos?
Até boa parte do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente com os capítulos. Foi assim, por exemplo, com a Bíblia que Lutero traduziu para o Alemão, por volta de 1530. A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente a divisão de capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em Português, já a primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida (1681) foi publicada com a divisão de capítulos e versículos.
9. A palavra “Bíblia” aparece na Bíblia?
“Bíblia” é uma palavra que não aparece na Bíblia. Ela vem do termo grego biblos, por causa da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiro usados para fazer livros. Com o tempo, a palavra biblos passou a significar “livro”. Biblia é a forma plural (“livros”). A Bíblia, na verdade, é uma coleção de livros. Ela também é conhecida simplesmente como “o Livro”, “o Livro dos Livros”, “o Livro Sagrado” .
10. Qual era a fruta que Adão e Eva comeram?
A Bíblia não menciona qual era a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, que não devia ser comida por Adão e Eva. Uma tradição européia associa essa fruta com a maçã. Em latim, a palavra malum significa tanto “maçã” como “mal”, o que pode ter originado essa tradição.
11. Há algum livro da Bíblia em que a palavra “Deus” não aparece?
A palavra “Deus” aparece em todos os livros da Bíblia, exceto em Ester e Cântico dos Cânticos. Esse fato levou muitos judeus e cristãos a argumentarem que Ester e Cântico dos Cânticos não faziam parte da Bíblia. Outros argumentaram que Deus está presente também nesses livros. Eles viram o Cântico dos Cânticos como um símbolo poético do amor de Deus pelo seu povo. E, em Ester, eles viram Deus agindo nos bastidores, criando uma série de impressionantes “coincidências” que livraram os judeus de um holocausto na Pérsia.
12. Quais os documentos mais antigos que trazem trechos bíblicos?
O documento mais antigo que traz um trecho da Bíblia é um fragmento dos Rolos do mar Morto, encontrado próximo da costa do mar Morto em Israel. Escrita em torno de 225 a.C., a passagem é de um dos livros de Samuel que faz parte do Antigo Testamento. O texto mais antigo do Novo Testamento existente é um pedaço do Evangelho de João. Escrito em torno de 125 d.C., talvez apenas 30 anos depois da composição do Evangelho, o fragmento contém partes de João 18.31-33, incluindo a pergunta de Pilatos a Jesus: “Você é o rei dos judeus?”
13. Em que ano nasceu Jesus?
Jesus nasceu em Belém da Judéia uns dois anos antes da morte de Herodes, o Grande, o que aconteceu em 4 a.C. Quando o calendário romano foi reformado, séculos mais tarde, houve um erro de uns seis anos no cálculo do começo da era cristã. É por isso que, em vez do ano 1 da era cristã, a data correta do nascimento de Jesus é 6 a.C.
14. Qual é o livro bíblico mais traduzido?
A Bíblia foi traduzida e publicada mais do que qualquer outro livro na história. O livro da Bíblia mais traduzido é o Evangelho de Marcos, talvez por ser o mais curto dos quatro Evangelhos e por trazer um relato cheio de ação a respeito da vida e dos ensinamentos de Jesus. Marcos está disponível em cerca de 900 línguas.
15.Qual a diferença entre a Bíblia católica e a evangélica?
O cânon (conjunto de livros da Bíblia) católico tem alguns livros que não constam no cânon evangélicos. São livros que os evangélicos chamam de apócrifos, e os católicos, de deuterocanônicos. No mais, as Bíblias católicas e as evangélicas são iguais. Os livros ou trechos deuterocanônicos do Antigo Testamento são: Tobias, Judite, Ester, 1 e 2Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria, Baruque e alguns apêndices ao livro de Daniel.
16. Por que algumas palavras na edição Revista e Corrigida de Almeida estão em itálico?
No tempo em que João Ferreira de Almeida publicou sua tradução pela primeira vez, era costume dos tradutores indicar pelo tipo itálico (inclinado) toda e qualquer palavra que precisasse ser inserida na tradução para que esta tivesse sentido. Esse costume foi fielmente conservado em edições como a Almeida Revista e Corrigida, entre outras.
17. Por que alguns textos bíblicos aparecem entre colchetes?
Existem mais ou menos cinco mil manuscritos gregos do Novo Testamento, os quais nem sempre concordam entre si. Os textos entre colchetes aparecem em alguns manuscritos gregos, mas não se encontram nos melhores e mais antigos manuscritos gregos existentes. A Comissão de Tradução usou os melhores manuscritos, mas optou por colocar esses outros textos entre colchetes, visto que aparecem em várias outras traduções da Bíblia e não vão contra o que está escrito no restante das Escrituras.
18. O que significam os asteriscos diante de muitas palavras da Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje?
O asterisco remete o leitor ao Vocabulário, que se encontra ao final da Bíblia.
19.Qual a diferença da tradução formal e da tradução funcional?
A tradução formal é um tipo de tradução em que os aspectos da forma do texto-fonte são mais ou menos mecanicamente reproduzidos na linguagem do receptor. A maioria das traduções bíblicas é desse tipo.
A tradução funcional (ou equivalência dinâmica) “é aquela que tenta estimular no novo leitor na nova língua a mesma reação ao texto que o autor original desejou estimular nos seus primeiros e imediatos leitores” (Eugene Nida). Isso quer dizer que não se tenta traduzir cada palavra em hebraico ou em grego sempre pela mesma palavra em português. O que se fez na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) foi usar em português a palavra ou expressão que mais natural e fielmente represente o sentido da palavra ou expressão em hebraico ou em grego no contexto em que está sendo usada. Nesse caso o tradutor não procura seguir a ordem das palavras do original, nem se esforça por usar palavras que pertençam à mesma categoria gramatical.
A tradução literal é aquela em que se traduz o texto bíblico palavra por palavra. Encontra-se nas chamadas traduções interlineares, que são usadas pelas pessoas que estudam as línguas dos textos originais da Bíblia, o hebraico, o aramaico e o grego.
A paráfrase é uma tradução livre ou desenvolvida. Na paráfrase o escritor pode fazer alterações na mensagem, acrescentando ou tirando elementos do original. Na tradução requer-se que o texto seja fiel à mensagem do original.
20. Por que o nome de Deus é substituído por SENHOR em diversas traduções da Bíblia?
Em inúmeras traduções da Bíblia, optou-se por identificar o tetragrama YHVH como “SENHOR”, seguindo o costume iniciado pela Septuaginta, a tradução do Antigo Testamento feita para o grego. Além disso, não há certeza quanto à transliteração do tetragrama (Javé ou Jeová). As Bíblias publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil trazem, em seu prefácio, uma explicação de que a palavra “SENHOR”, sempre que escrita toda em letras maiúsculas, se refere ao nome de Deus.
21. Como se explicam as diferenças existentes entre as edições Revista e Corrigida (RC) e Revista e Atualizada (RA) da tradução de Almeida?
Embora a tradução básica da Bíblia Sagrada para o português tenha sido feita por João Ferreira de Almeida, no século XVII, há algumas diferenças entre a RA e a RC. Isto se deve especialmente ao fato de Deus ter permitido que arqueólogos, historiadores e teólogos verificassem um imenso avanço no achado, recuperação e decifração de manuscritos bíblicos desde a época em que traduziu a Bíblia. A tradução de Almeida — feita a partir dos manuscritos que ele possuía em sua época — cristalizou-se na RC, adotada por inúmeras denominações evangélicas em países de fala portuguesa, destacando-se Portugal e Brasil. A Edição RA de Almeida surgiu — como consta no Prefácio da mesma — em 1959, após uma profunda revisão do texto em português à luz dos manuscritos melhor preservados que mencionamos anteriormente. A RA passou por uma segunda revisão em 1993, afinando ainda mais o texto bíblico aos textos originais em hebraico, aramaico e grego, pelo que é uma das mais amadas e adotadas traduções da Bíblia Sagrada no Brasil e no exterior.
Fonte: SBB




